Deveríamos parar de comer carne?

Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/2002/conteudo_120220.shtml

Comer não é só uma questão de matar a fome. A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas, religiosas.

Embora a porcentagem de vegetarianos venha se mantendo mais ou menos estável ao longo da história, há um interesse crescente no assunto – restaurantes naturais e vegetarianos ficam lotados na hora do almoço, tornou-se comum, pelo menos nas classes médias urbanas, a preocupação em reduzir o consumo de carne, e surgiu uma indústria bilionária de produtos naturais que, nos Estados Unidos, já movimenta quase 8 bilhões de dólares.Esta reportagem não ensina você a comer. Felizmente, essa ainda é uma decisão pessoal, que depende apenas do seu julgamento sobre o que é certo e o que é errado e – não menos importante – do seu gosto. O que essa matéria faz é tentar ajudar na decisão com o máximo possível de informação insuspeita sobre cada um dos muitos aspectos envolvidos nessa importante decisão. Se você, depois de terminá-la, vai devorar um brócolis ou um cheeseburger, já não é assunto nosso. Só esperamos que, terminado o texto, ao decidir o que comer você saiba o que está fazendo e o que isso implica.

O que é a carne?

A faca desce macia, cortando sem esforço o pedaço de picanha. Dourada e crocante nas bordas, tenra e úmida no centro. Você põe a carne na boca e mastiga devagar, sentindo o tempero, a maciez, a temperatura. O sumo que escorre dela enche a boca e, com ele, o sabor incomparável. Carne é bom.

Mas que tal assistir à mesma cena sob outra perspectiva? No prato jaz um pedaço de músculo, amputado da região pélvica de um animal bem maior que você. Com a faca, você serra os feixes musculares. A seguir, coloca o tecido morto na boca e começa a dilacerá-lo com os dentes. As fibras musculares, células compridas – de até 4 centímetros – e resistentes, são picadas em pedaços. Na sua boca, a água (que ocupa até 75% da célula) se espalha, carregando organelas celulares e todas as vitaminas, os minerais e a abundante gordura que tornavam o músculo capaz de realizar suas funções, inclusive a de se contrair. Sim, meu caro, por mais que você odeie pensar que a comida no seu prato tenha sido um animal um dia, você está comendo um cadáver.

Carne é tecido animal, em geral muscular. As fibras que a compõe são feixes de células musculares, enroladas umas nas outras. Em volta delas há uma cobertura de gordura, cuja função é lubrificar o músculo e permitir que ele relaxe e se contraia suavemente. Ou seja, não há carne sem gordura.

A diferença entre carne branca e vermelha é a quantidade de ferro no tecido – o mesmo mineral que dá cor ao sangue. As células de animais grandes, como o boi, são ricas de uma molécula chamada mioglobina, que contém ferro. Peixes e galinhas, por terem o corpo menor, não precisam de reservas tão grandes de nutrientes nas células e, por isso, têm menos mioglobina. Animais mais velhos têm carne mais vermelha – isso explica a brancura do frango industrializado, abatido antes dos dois meses, se comparado à galinha caipira. Essa última tem mais tempo para acumular mioglobina nas células.

Números, números, números

Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar – involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões.

Só no Brasil há 172 milhões de cabeças de gado bovino – uma para cada cabeça humana. Nosso rebanho bovino só é menor que o da Índia, onde é proibido matar vacas. Na média, um brasileiro come perto de 40 quilos de carne bovina por ano – ou seja, uma família de cinco pessoas devora uma vaca em 12 meses. Somos o quarto país do mundo onde mais se come carne bovina (veja quadro na página 44). Um brasileiro médio come também 32 quilos de frango e 11 quilos de porco todo ano.

Todos os tipos de vegetarianos

Vegetarianos não são todos iguais. Conheça as diferenças.

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Livro | Yôga a sério | DeRose

Livro de abertura para quem pretende conhecer um pouco sobre o Método DeRose. Interessante e esclarecedor, livro rápido embalado com seriedade e conhecimento de uma pessoa que é autoridade mundial no assunto. Recomendo.

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Desta forma a lista de 2010 fica assim:

1 – Eclipse | Stephenie Meyer | 27/01/2010 | OK

2 – Preciosa | SAPPHIRE | 15/02/2010 | OK

3 – O Prazer do Texto | Roland Barthes | 19/02/2010 | OK

4 – As Regras da Riqueza | Richard Templar | 07/03/2010 | OK

5 – O Leitor Apaixonado | Ruy Castro | 12/04/2010 | OK

6 – Yôga a sério | DeRose | 18/04/2010 | OK

Livro | O Leitor Apaixonado | Ruy Castro

O Leitor Apaixonado’ é uma coletânea de 45 artigos escritos originalmente para a imprensa e selecionados por Heloisa Seixas, mas retrabalhados para este livro pelo próprio Ruy Castro. Por ele desfilam tanto nomes da literatura, como Oscar Wilde, Dorothy Parker, Nelson Rodrigues, Oswald e Mario de Andrade, F. Scott Fitzgerald e a francesa Colette, como autores de quem você talvez nunca tenha ouvido falar, como Théo-Filho, João de Minas e Pedro Carolino – mas com quem vai se divertir ao ler suas peripécias narradas por Ruy Castro.

Altamente recomendado por este humilde “blogueiro”. A leitura é prazeirosa, flui com facilidade preenchendo a cabeça com cultura e histórias interessantes.

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Desta forma a lista de 2010 fica assim:

1 – Eclipse | Stephenie Meyer | 27/01/2010 | OK

2 – Preciosa | SAPPHIRE | 15/02/2010 | OK

3 – O Prazer do Texto | Roland Barthes | 19/02/2010 | OK

4 – As Regras da Riqueza | Richard Templar | 07/03/2010 | OK

5 – O Leitor Apaixonado | Ruy Castro | 12/04/2010 | OK

O passado e o futuro dos direitos autorais

O passado e o futuro dos direitos autorais

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